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Fumantes passivos também podem ter câncer

Denomina-se fumante passivo como a pessoa que não fuma, mas acaba inalando a fumaça de cigarros, charutos, cachimbos- derivados do tabaco em geral. Também é usado o termo fumante involuntário ou fumante de segunda mão. Apesar dos efeitos de ser um fumante passivo serem discutidos até hoje, já se sabe que a pessoa fica sujeita aos males da nicotina.

O tabagismo passivo é uma das maiores causas de morte evitável no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que existem cerca de 2 bilhões de fumantes passivos no mundo, onde desses 2 bilhões, 700 milhões seriam crianças. Esse fumo passivo pode ser ainda pior, visto que o ar poluído pode ter três vezes mais nicotina e monóxido de carbono do que a fumaça que entra na boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro. O fumante ativo também pode ser um fumante passivo da sua própria fumaça, caso fume em um ambiente fechado, acabará inalando a fumaça que expeliu.

As consequências para os fumantes passivos irão variar de acordo com o tempo de exposição à fumaça, porém, inúmeras pesquisas já mostraram que os danos do fumante passivo vão além dos sintomas percebidos no momento da inalação, como rinite, congestão nasal, tosse, dor de cabeça e náuseas. Essas pessoas que ficam expostas à fumaça do cigarro fumado pelos outros podem desenvolver bronquite, pneumonia, resfriados, irritação nos olhos, asma além de câncer no pulmão, doenças bem parecidas com as que os fumantes estão suscetíveis.

Além da inalação direta, os males da fumaça inalada podem chegar ao feto das mães grávidas através do cordão umbilical, ou para as mães que estão amamentando, através do leite materno. A incidência de abortos espontâneos e bebês natimortos são maiores entre as grávidas expostas ao fumo, tanto as ativas quando as passivas. Crianças expostas a fumaça tem maior chances de desenvolverem doenças respiratórios, doenças cardiovasculares e câncer. Hiperatividade e desatenção também são comuns em filhos de fumantes, sem contar com a maior probabilidade de se tornarem fumantes. Fica claro que é melhor para todos que se fume em ambientes abertos, ao ar livre.

Devido a todos esses males causados pelo cigarro que vários estados brasileiros tem discutido e aprovado leis antifumo, inclusive com muito mais restrições do que a da Lei Federal n°. 9294/96 que em seu art. 2°: “É proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente do consumo de cigarros (e outros) em ambientes fechados, tanto públicos quanto privados.” A fumaça de cigarros com suas seqüelas fizeram com que a sociedade se empenhasse junto aos políticos para serem adotadas medidas que evitassem um dano maior a sociedade, pois sabemos que cigarro mata através do câncer. E a proibição em nível nacional de fumar em ambientes fechados foi um grande avanço para se ter uma melhor qualidade de vida.

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