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Como se prevenir do AVC e ajudar uma pessoa que foi vitima de um Acidente Vascular Cerebral

Esse artigo foi gentilmente cedido por Guia Saúde da Mulher.

O acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE), conforme a nova nomenclatura, é uma doença isquêmica que afeta o sistema nervoso central. Por ser uma doença isquêmica, o AVC faz parte das patologias do sistema vascular, mais especificamente das artérias.

O mecanismo por trás do acidente vascular cerebral, é o mesmo do infarto agudo do miocárdio (IAM), infarto renal (IR) e infarto intestinal, ou seja: devido à uma obstrução nos vasos que irrigam o cérebro, o tecido nervoso para de receber oxigênio e nutrientes e fica impossibilitado de eliminar gás carbônico e catabólitos e acaba entrando em falência e morrendo. Todos sabemos que a consequência da morte do tecido cerebral, dependendo da região afetada, pode ser incompatível com a vida, por exemplo, um AVC que atinja o tronco cerebral, afetará o centro respiratório e a pessoa não conseguirá respirar sem o auxílio de aparelhos. Geralmente, são as pessoas com idade mais avançada, homens acima dos 55 anos de idade e mulheres acima dos 65 anos que formam o principal grupo de risco para o surgimento de um acidente vascular cerebral, isso porque nessa idade, as pessoas já conseguiram adquirir as principais causas primárias que têm como desfecho final o AVC.

Então, quem são as pessoas que compõem o grupo de risco para o desenvolvimento de acidente vascular cerebral ou encefálico (AVC / AVE)?

- Tabagistas inveterados – Fumantes que consomem mais de 30 maços de cigarro por ano.

- Alcoólatras – ingestão de bebida alcoólica de forma imprudente e contínua.

- Pessoas que fazem uso crônico, ou seja, a longo prazo, de remédios psicotrópicos.

- Pessoas com maus hábitos alimentares, com dietas ricas em alimentos gordurosos, carboidratos, açúcar e sal, além da quantidade necessária para a manutenção do organismo.

- Pessoas obesas e acima do peso.

- Portadores de diabetes melittus, assunto apresentado no artigo XXX.

- Indivíduos com histórico familiar de doenças vasculares, incluindo aqui: angina pectoris, infarto coronariano, estenose de artéria renal, AVC, etc. (doenças cardiovasculares de forma geral).

- Pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), a pressão alta, da qual tratamos no artigo XXX.

- Para mulheres, o uso de contraceptivos hormonais pode ser um fator de risco para AVC, no entanto, isso só é valido para aquelas que possuem defeitos enzimáticos que atrapalham o metabolismo do mesmo a nível hepático – no fígado. Por isso, é aconselhável a sempre consultar o médico ginecologista antes de iniciar o uso de contraceptivos hormonais, conforme discutimos no artigo XXX.

- Causa congênitas – adquiridas antes do nascimento, como por exemplo, a presença aterias com paredes fracas que no futuro formaram aneurismas.

Nota: Pessoas com fatores associados, apresenta risco aumentado para desenvolver doenças isquêmicas como o AVC / AVE.

Como prevenir o acidente vascular cerebral?

A prevenção do AVC é a longo prazo e deve ser feita antes que placas de gordura, as placas ateroscleróticas, se formem no interior das artérias. Para isso, é necessário seguir algumas regras no dia a dia, durante toda a sua vida. As principais estão listadas abaixo:

- Alimentar-se com qualidade. Uma dieta balanceada e elaborada mediante suas necessidades energéticas é o ideal. Leia sobre este assunto no artigo XXX e entenda como nosso corpo processa a energia que ingerimos através dos alimentos e a importância de nos alimentarmos bem.

- Praticar atividades físicas regularmente, que além de garantir que você queime o excesso de energia ingerida, lhe proporciona bem-estar e MAIS ENERGIA! Leia o artigo XXX e veja como isso acontece.

- Não fumar.

- Não abusar do consumo de bebidas alcoólicas, sendo o ideal, não ingeri-las.

- Controlar a pressão arterial e se for hipertensa(o), tratar-se.

Quais são os sinais e sintomas associados ao acidente vascular cerebral (AVC)?

- Paralisia e/ou parestesia generalizada dos membros inferiores e superiores, de um grupo isolado ou de um membro apenas.

- Perda súbita da expressão social.

- Desvio da rima labial. O lábio só mexe de um lado só quando a pessoa sorri.

- Paralisia unilateral ou bilateral do corpo, ou seja, metade ou o corpo todo fica paralisado.

- Perda parcial ou completa da força e destreza dos movimentos

- Problema com a deambulação (marcha). A pessoa fica com dificuldade para andar.

- Rebaixamento da consciência e dos níveis psicológicos e intelectuais.

- Dificuldades respiratórias e para controlar o ritmo cardíaco.

Os sinais e sintomas do AVC podem aparecer isolados ou em conjunto. Sendo o fator que irá determinar isso, o local lesado no cérebro.

Como proceder com uma pessoa que acabou de sofrer um acidente vascular cerebral?

Em primeiro lugar, é necessário ter consciência que a pessoa está sofrendo um AVC:

- Geralmente a pessoa fica tonta, perde o equilíbrio e tende a cair.

- Inicia uma fala embolada e incompreensível.

- Ao sorrir, mexe apenas um lado do rosto

- Não consegue desenvolver atividades simples como levantar os dois braços ao mesmo tempo ou caminhar normalmente - Entre outros mais...

O que fazer para ajudar alguém que acabou de sofrer um AVC?

- Se a pessoa que sofreu o AVC estiver consciente, em primeiro lugar, tente tranquiliza-la.

- Converse com a pessoa, fique lhe fazendo perguntas o tempo todo, aproveitando para avaliar seu nível de consciência e não deixar que ela durma.

- Se sua respiração estiver normal, observando sua respiração, bem como os batimentos cardíacos, que você pode ver palpando o pulso no braço da pessoa, deixe a pessoa em uma posição confortável e chame a emergência imediatamente.

- Se os sinais vitais da pessoa estiverem alterados, chame a emergência e acompanhe a pessoa até que o serviço chegue. Se a pessoa parar de respirar, significa que seu coração parou. Faça massagem cardíaca até que a emergência chegue, para garantir que o sangue não pare de circular pelo seu corpo.

Nota: A manobra consiste em deitar a pessoa com a barriga para cima, comprimir seu tórax com uma mão sob a outra em forma de concha em movimentos uniformes e constantes. O ideal e fazer mais de 20 manobras por minuto. Você vai cansar, então peça para alguém revezar com você, ou se esforce até o resgate chegar.

As vezes, o AVC é sutil e silencioso. Sendo assim, se a pessoa estiver inserida em um dos grupos de risco que listamos no artigo ???, preste atenção em qualquer comportamento anormal apresentado repentinamente.

Como é feita a confirmação do acidente vascular cerebral?

- Através de tomografia computadorizada (TC). Caso observe alguma irregularidade, recorre-se à RM.

- Ressonância Magnética (RM).

- Analise das carótidas, artéria que leva o sangue até o cérebro. Geralmente, as placas ateroscleróticas que desprendem ateromas e causam o problema, estão situadas na carótida.

- Exame de sangue para dosagem de lipídios, sais minerais e enzimas que marcam lesão celular.

Como é feito o tratamento do AVC?

O paciente é tratado com fármacos antiplaquetários e anticoagulantes, para “tentar” reverter o quadro. Além disso, o paciente passa pela soroterapia, ou seja, recebe soro intravenoso com o objetivo de aumentar o volume sanguíneo, deixando os componentes sanguíneos mais dissolvidos, melhorando o fluxo sanguíneo e a atividade renal, que vai eliminar o excesso de líquido e juntamente a ele toxinas e produtos catabólitos do organismo.

A longo prazo, o tratamento profilático é feito com acido acetilsalicílico, o conhecido AAS e outros que desempenham a mesma função: evitar a formação de novas placas.

Existem dois tipos de AVC:

- AVC isquêmico: aquele que acontece quando a artéria entope e todos os tecidos a frente do local da obstrução ficam sem receber gases e nutrientes.

- AVC hemorrágico: Quando uma artéria previamente doente, com sua parede fraca ou delgada, se rompe e derrama sangue no tecido, evitando que tudo a frente fique sem suprimento sanguíneo. Além disso, o AVC hemorrágico pode ocasionar hipertensão intra craniana (HIC), o que pode levar a pessoa ao óbito subitamente.

DICA: Se você mora com pessoas que façam parte dos grupos de risco apresentado, tenha sempre em casa comprimidos de AAS, pois na suspeita de um AVC, você pode ministra-los a esta pessoa (2 comprimidos), aumentando as chances de uma reversão do quadro. Converse com seu médico sobre isso!

Por isso, ressaltamos que a melhor forma de se evitar doenças é através da prevenção!

Esse artigo foi gentilmente cedido por Guia Saúde da Mulher.

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