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Hipertensão arterial, o que é isso?

Dados do Ministério da Saúde indicam que a população de brasileiros com hipertensão arterial cresceu de 21,5% em 2006 para 24,4% em 2009. Os casos de hipertensão aumentaram em todas as faixas etárias, principalmente em idosos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), um em cada três adultos sofre de hipertensão arterial, uma condição que causa cerca de metade de todas as mortes por derrames e problemas cardíacos no mundo.

O que é a hipertensão arterial?

Para entendermos o problema, é necessário compreender antes o funcionamento do coração. Este órgão é semelhante a uma bomba, em nosso organismo. Bate cerca de sessenta a oitenta vezes por minuto, durante toda nossa vida. Dessa forma impulsiona aproximadamente de cinco a seis litros de sangue pelo nosso corpo.

A pressão arterial é a força que o fluxo sanguíneo exerce nas artérias. Pode haver alterações pela variação do volume do sangue ou a viscosidade (espessura) do sangue, da frequência cardíaca (número de batimentos por minuto) e da elasticidade das artérias.

A aferição da pressão obtém dois valores:

- O maior: Quando o coração se contrai para bombear o sangue (pressão sistólica);

- O menor: Quando o coração relaxa entre duas batidas cardíacas (pressão diastólica).

Sendo mais conhecida pela população por “pressão alta”, ocorre quando há um aumento da pressão com que o sangue circula pelas artérias do corpo humano. Imagine uma mangueira de jardim (que simboliza a artéria), ao apertá-la a água sai com mais força, aumentando, portanto a pressão. O mesmo se dá no nosso corpo.

Ao aferir a pressão, se o valor obtido for superior a 140x90 mm/Hg (em adultos com mais de 18 anos) deve-se procurar com urgência um médico.

Um dos principais problemas da pressão alta é exatamente o fato de não apresentar sintomas, até fases bem avançadas. Normalmente, não há um sintoma que faça com que o doente procure um médico. Pessoas que não tem o hábito de aferir a pressão podem ser hipertensas e nem desconfiarem de nada. Alguns sintomas são erroneamente relacionados à pressão alta, como dores de cabeça, sangramento do nariz, tontura, vermelhidão no rosto e cansaço. Porém esses sintomas são frequentemente observados, também, em pessoas com os níveis de pressão normais.

Então, qual é a frequência para aferir a pressão arterial?

Todas as pessoas adultas devem aferir a pressão arterial pelo menos uma vez a cada um ou dois anos. Mas existem alguns fatores que alteram esse período, como:

-Obesidade, cigarro, diabetes, histórico familiar, idade avançada, estresse, alimentação inadequada, sedentarismo.

Nesses casos, a aferição da pressão arterial deve ser realizada cerca de duas vezes por ano.

Para aqueles que, sabidamente são hipertensos, esse procedimento deve ser realizado pelo menos uma vez por semana, de forma que a pressão possa ser controlada.

E como a hipertenção é diagnosticada?

Normalmente é diagnosticada em consulta médica casual, salvo em situações emergenciais. O diagnóstico é feito unindo o histórico do paciente, os resultados do exame físico e o valor aferido da pressão.

Uma aferição não é suficiente para garantir se o paciente é ou não hipertenso. São necessárias cerca de três a seis aferições realizadas em dias diferentes, com um intervalo maior que um mês entre a primeira e a última aferição. Sendo assim, considere-se hipertenso o paciente que apresenta sua pressão arterial elevada frequentemente e durante vários períodos do dia.

E quais são as consequências da pressão alta no organismo?

Alguns órgãos podem ser afetados, como coração, rins e vasos sanguíneos. Através de exame na retina, o médico pode diagnosticar o grau dos danos e a severidade da pressão alta. Está associada a doenças graves como:

- Insuficiência cardíaca, Infarto do Miocárdio, Arritmias cardíacas, Perda de Visão, etc. Em casos extremos, pode causar a morte.

Não há cura, portanto o paciente é submetido ao tratamento de forma a evitar o surgimento de danos mais graves ao seu organismo.

Algumas mudanças no estilo de vida são exigidas para os pacientes, como:

- Exercícios físicos, redução do peso, abandonar o cigarro, reduzir o consumo de álcool, reduzir o consumo de sal, aumentar o consumo de frutas e vegetais, dentre outros.

Se a hipertensão arterial não for tratada, as chances dos riscos mencionados anteriormente aconteceram aumentam bastante. Sem tratamento, as chances de sobrevida estão estimadas para cerca de um ano.

Cuide-se! Não deixe sua vida de lado!

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