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Diabetes tipo 2

Um problema que não tem opção por idade, sexo, cor, classe social, encontrado por todo o mundo. Estamos falando do diabetes. De acordo com dados da Federação Internacional do Diabetes, cerca de 250 milhões de pessoas no mundo são acometidas pela doença.

Quando falamos que alguém tem diabetes, significa dizermos que o nível de açúcar no sangue dessa pessoa está elevado. E esse excesso de açúcar, acompanhado de alterações hormonais danificam vasos sanguíneos e alguns órgãos do nosso corpo.

Vamos analisar um exemplo para entendermos melhor esse problema. Imagine que você está pilotando uma moto, e o indicador de gasolina acende. Isso significa que é necessário reabastecer a moto. Após encher o tanque, a moto pode voltar a andar normalmente. Da mesma forma que com a moto, nosso organismo necessita de combustível para funcionar. Nesse caso, o combustível é a glicose (açúcar), obtida através dos alimentos. Para enchermos o tanque da moto, precisamos de uma mangueira. Já no nosso corpo, a glicose necessita da insulina (a mangueira), que é produzida no pâncreas, para facilitar a entrada de açúcar nas células.

Porém, para as pessoas que têm diabetes, esse mecanismo não funciona. Ou seja, quando o organismo não produz, produz pouco ou não processa corretamente a insulina, a glicose não chega dentro da célula. Uma parte é eliminada na urina e o resto se acumula no sangue. Isso faz com que se torne tóxica e provoque graves consequências.

Existem dois tipos de diabetes:

- Tipo 1: Geralmente se inicia na infância, havendo a necessidade de tratamento com insulina por toda a vida. O pâncreas não consegue produzir insulina até se tornar incapaz.

- Tipo 2: Relacionado ao excesso de peso, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e histórico familiar. Surge em adultos, entre trinta e quarenta anos ou em adolescentes obesos. É o tipo mais comum de diabetes, somando cerca de 90% dos casos.

No tipo 2, o pâncreas começa funcionando bem, o problema não é exatamente com ele. Acontece que as células do nosso corpo, principalmente os músculos e o fígado, mesmo na presença de insulina, não conseguem ter uma boa absorção de glicose. Esse fator é genético, e pode ser agravado. Apresenta poucos sintomas, daí surge à necessidade de uma periodicidade nos exames para aferir os níveis de glicose no sangue, principalmente nos casos de pessoas com alguma propensão a desenvolver a doença.

Quando os sintomas se desenvolvem, pois nem sempre isso acontece, podemos observar:

- Vontade excessiva de urinar (inclusive à noite), sede excessiva, aumento do apetite, perda de peso, cansaço, vista embaçada e infecções frequentes (geralmente de pele).

Na maioria das vezes os sintomas não são interligados, e as pessoas não notam o desenvolvimento da doença. Por isso é muito importante consultar sempre um médico e realizar exames de rotina.

Muitos ainda desconhecem sobre a realidade da doença, o que causa, como é o tratamento. Veja alguns mitos e verdades sobre o diabetes e acabe com suas dúvidas:

- Diabetes é contagioso: Mentira! Não há nenhuma comprovação científica para esse fato.

- Canela ajuda a controlar o diabetes: Mentira! Não há nenhum estudo que comprove isso.

- Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e canela sem problemas: Mentira! Esses alimentos, mesmo naturais, contém sacarose, que é um tipo de açúcar. Podem até ser consumidos, mas com muita moderação.

- Alguns alimentos ajudam a controlar o nível de glicose: Verdade! Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maça, pera, feijão e lentilha são alguns dos exemplos. Atuam de forma a retardar a absorção de glicose pelas células.

- Aplicação de insulina causa dependência química: Mentira! Não há nenhuma conexão.

- Deve-se substituir o açúcar pelo adoçante: Verdade!

- Bebidas alcoólicas devem ser evitadas: Verdade! O consumo não é indicado, mas se for realizado deve ser acompanhado de refeições, para que o paciente não fique com hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue), pois o álcool já tende a diminuir esse nível.

O diagnóstico do diabetes tipo 2 é feito através do histórico do paciente e de confirmação por exames médicos. Logo após a confirmação o tratamento deve ser iniciado. Algumas dicas devem ser seguidas pelos pacientes, como:

- Seguir a dieta, ingerir bastante água, comer em horários regulares, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, optar por alimentos saudáveis, manter o peso (ou diminuir, quando for o caso), evitar fumar, controlar a pressão arterial e praticar atividades físicas regularmente.

Em caso de dúvidas, procure um médico!

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