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O crack como epidemia

Nos últimos anos o crack tem se tornado cada vez mais conhecido. Novas “crackolândias” são formadas em terrenos baldios e construções abandonadas, cada vez mais usuários caem no vício dessa droga, que se não é a pior, chega bem perto de ser. Infelizmente isso não tem sido uma tendência vista apenas em algumas regiões ou estados, mas sim por todo o país.

O vício acontece em uma velocidade muito mais rápida do que com as outras drogas, e junto com ele vem os primeiros problemas: veloz perda da realidade, necessidade cada vez mais frequente de consumir a droga, e também surge uma barreira de convivência entre o usuário e sua família, afinal ele não consegue se relacionar mais com as pessoas.

Os governantes já vem tomando posicionamentos fortes para o combate ao crack. Recentemente o Governo do Distrito Federal anunciou a criação do Plano de Enfrentamento ao Crack, que contou com a liberação de cerca de R$65 milhões, que devem ser investidos ao longo de quatro anos. Em São Paulo inúmeras “crackolândias” já foram tomadas, revelando e confirmando o que todos já sabiam sobre a situação deplorável em que se encontram os usuários desse tipo de droga.

Inicialmente, a droga era mais comum nas populações menos favorecidas, porém agora o perfil dos usuários vem mudando e ela chega a atingir todas as classes sociais. O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de maior consumidor mundial de crack.

O governo federal também já vem lançando inúmeras medidas visando o combate à droga. Com um investimento orçado em por volta de R$4 bilhões juntamente com uma parceria entre União, Estados e municípios, as medidas visam aumentar a ajuda oferecida aos usuários e aumentar as ofertas de tratamento, como também combater o tráfico. Além disso, deve haver incentivo para a produção de novas pesquisas para desenvolver tratamentos inovadores para os usuários.

O governo entende que o crack já vem avançando mais rapidamente do que as ações de combate. Para o ministro da saúde, o crack já é uma epidemia. A cura é possível, como vários ex-usuários já mostraram em seus relatos publicados nos veículos de comunicação, mas não é fácil e pode levar anos, e ainda há de se conviver o risco de recaída. Segundo grupos de ajuda como os Narcóticos anônimos, deve haver controle a vida inteira. A família tem papel fundamental na recuperação de ex-dependentes e podem ajudar a exercer esse controle com equilíbrio.

Uma medida que tem sido muito polêmica é a internação compulsória, que é a internação contra a vontade do internado. Se por um lado, muitas vezes o viciado não consegue ver forma de sair daquela situação, e prefere se manter ali do que “sofrer” uma reabilitação, por outro, as famílias se veem desestruturadas vendo um membro no estado degradável em que se encontram os viciados, correndo riscos de vida caso nenhuma medida seja tomada.

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