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Conheça um pouco mais sobre a hemofilia

A hemofilia é uma doença genético-hereditária (é determinada pelos genes e passa de pais para filhos). É caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. A doença normalmente se manifesta em indivíduos do sexo masculino. Existem três tipos diferentes de hemofilia, que são classificados em hemofilia A, hemofilia B e hemofilia C. O que as diferencia é o fator que sofre a deficiência que pode ocorrer no fator 8 ou 9 no sangue. Os casos mais comuns são de hemofilia A e B. Não há um “tempo de vida” da doença. Se não for tratada, se manterá a mesma a vida inteira. O que acontece é que na fase adulta as hemorragias costumam diminuir.

Quando nos cortamos e ocorre um sangramento, proteínas presentes no nosso corpo começam a agir para estancar o sangramento, começam o processo de coagulação. As pessoas que tem hemofilia não possuem estas proteínas, sangrando por mais tempo. Como o processo de coagulação não consegue ser completo, a pessoa fica com uma hemorragia descontrolada.

Podem acontecer de surgirem sangramentos internos, dentro do corpo. Esses podem ser os mais perigosos, pois como ocorrem dentro do corpo, você não os vê e não os tratará até que os descubra. Um hemofílico que sofra uma hemorragia interna terá um sangramento constante dentro do seu corpo, já que terá dificuldades de coagular tal hemorragia, podendo chegar a ser fatal. Os sangramentos podem ocorrer após alguma batida, algum trauma ou mesmo sem motivo aparente.

Os sintomas da hemofilia são os sangramentos constantes que ficam se repetindo, ocorrendo geralmente dentro do corpo, nos músculos e articulações, que aparecem sob a forma de manchas roxas e vermelhas. Começam desgastando as cartilagens e depois podem até provocar lesões nos ossos. Joelhos e cotovelos são os que costumam ter mais traumas causados pela doença. Isso tudo seguido de dores fortes, incapacidade de movimento do membro que está sofrendo a hemorragia e febre. Nos casos mais leves, a hemofilia só atingirá o paciente com sangramentos que demoram a ser coagulados quando ocorre algum corte.

A hemofilia pode ser diagnosticada através de um exame que mede a quantidade dos fatores 8 e 9 no sangue. O tratamento da hemofilia é feito com a reposição do fator que se encontra deficiente diretamente na veia (intravenal). Porém, o paciente tem que constantemente fazer exames e não tomar remédios a não ser que sejam recomendados pelo médico. Na maioria dos pacientes, este tratamento basta, porém existem pacientes que desenvolvem anticorpos aos fatores de coagulação deficientes. Existem hemocentros que distribuem de forma gratuita a medicação com estes fatores, distribuídos pelo Ministério da Saúde. Quanto antes for diagnosticado a doença e começar a ser tratada, menos serão as consequências que ela deixará no paciente.

Seguem algumas recomendações:

Se os filhos apresentarem sangramentos frequentes e manchas desproporcionais ao tamanho do trauma que sofreu, os pais devem procurar um médico;

Manchas roxas que apareçam constantemente no bebê, podem ser sinais de hemofilia;

Praticar exercícios regularmente é essencial para o fortalecimento da musculatura. Porém, esportes como judô e futebol, que tenham um contato mais forte, são desaconselhados para hemofílicos que ainda não tiveram sua doença tratada;

Quando ocorrer algum sangramento, é necessário que sejam tomadas as devidas providências o mais rápido possível, para evitar um sangramento muito prolongado.

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