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Fique de olho na conjuntivite e observe os cuidados para evitá-la

A conjuntivite pode ser definida como uma inflamação de uma membrana que revesta a parte da frente do olho e o interior das pálpebras, a conjuntiva. Essa membrana é responsável por produzir um líquido que irá lubrificar o olho para que ele não fique muito seco.

Quando a conjuntiva sofre uma irritação ou inflamação, seus vasos sanguíneos ficam dilatados fazendo com que ocorra a vermelhidão do olho, inchamento das pálpebras, coceira e lacrimejamento. Normalmente dura por volta de 3 a 15 dias, dependendo se for tratada ou não, e não deixa sequelas.

Existem quatro tipos principais de conjuntivite: irritativa, alérgica, viral e bacteriana.

• A conjuntivite alérgica é causada por algum tipo de perfume ou pó que irrita a conjuntiva.

• A conjuntivite irritativa pode ocorrer após algum contato com um agente químico, como poluição, fumaça, sabão, sabonetes, sprays, cloro, produtos de limpeza.

• A conjuntivite viral ou bacteriana já é mais grave e podem ser transmitida por contato, transmissão pelas mãos, toalhas, cosméticos ou uso prolongado de lentes de contato.

Os principais sintomas da conjuntivite são: olhos vermelhos e lacrimejando muito; inchamento das pálpebras; sensação de sujeira nos olhos; secreções; coceira; sensibilidade à claridade. A presença e as características, caso haja, da secreção são fundamentais para poder se descobrir com qual tipo de conjuntivite está se lidando. Caso haja secreção de pus, é necessário que se vá imediatamente a um oftalmologista.

Através de cuidados simples, é muito fácil evitar a conjuntivite: evite aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes; lave com frequência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogênicos; não coce os olhos; aumente a frequência com que troca as toalhas do banheiro ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos; troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise.

Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza; lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los não encoste o bico do frasco no olho; use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos; não use medicamentos sem prescrição; evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.

Para tratar, é muito importante que não se use remédios sem prescrição médica. Uma visita ao oftalmologista é muito bem vinda nessa situação. Lavar as mãos com frequência e não coçar os olhos servem como medidas preventivas, também ajudam a não acentuar a doença e contribuem para diminuir as chances de outra pessoa se contaminar por sua causa. Compressas de água gelada, que deve ser fervida e filtrada, ou lavar os olhos com soro fisiológico podem ajudar a diminuir o desconforto.

Se você está com os sintomas, evite contato com outras pessoas. A principal forma de contágio é mão-olho. Coçar os olhos e tocar em superfícies e objetos pode transmitir o vírus a outras pessoas que venham a tocar no mesmo local. Apertos de mãos, beijinhos no rosto também podem transmitir a doença.

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