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Entendendo melhor a Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer, ou Mal de Alzheimer ou simplesmente Alzheimer é uma doença que afeta o cérebro onde os neurônios (as células) se degeneram e morrem. Ocorre de forma lenta e progressiva, afetando inicialmente as células responsáveis pela memória. Com a evolução da doença, afeta o restante do cérebro sendo, portanto, incurável.

Além de perda de memória, a pessoa acometida pela doença também sofre alterações em outras funções intelectuais, como orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, distúrbios da comunicação e na capacidade de realizar tarefas cotidianas.

A doença é caracterizada como uma demência, pois se encaixa no quadro diagnóstico, que compreende um grupo de sintomas caracterizado por um declínio das funções intelectuais, severo o bastante para interferir com as atividades sociais e do cotidiano.

Estima-se que no Brasil cerca de um milhão de pessoas sofram de Alzheimer. Na maioria dos casos afeta pessoas com mais de 60 anos de idade. A proporção de pessoas com a doença dobra a cada cinco anos a partir dos 65 anos de idade.

O que causa a Doença de Alzheimer?

Ainda não se sabe exatamente qual é a sua causa. Sabe-se somente que a doença desenvolve-se como resultado de uma série de eventos complexos que acontecem no interior do cérebro. E sabe-se também que a idade é o maior fator de risco para a doença, ou seja, quanto mais idade maior o risco.

Se uma pessoa da minha família tem a doença, eu também corro o risco?

Esse fato aumenta as chances em duas ou três vezes, de forma esporádica. Mas não há como prever se a doença irá ocorrer.

E quais são os sintomas?

Cada paciente sofre a doença de uma forma única, mas existem pontos em comum. Por exemplo, perda de memória costuma ser o primeiro sintoma comum a todos. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou estresse. Porém, quando as suspeitas recaem sobre a Doença de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos e radiológicos.

Com o avançar da doença surgem novos sintomas como, confusão mental, irritabilidade, agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória em longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. Antes dos sintomas começarem a aparecer, a doença desenvolve-se por um período de tempo indeterminado podendo ficar sem o diagnóstico durante anos.

O Alzheimer é dividido em quatro fases.

- 1ª fase: Os sintomas são falsamente relacionados com o envelhecimento natural e o estresse. É comum o paciente fazer queixas do tipo “eu vivo me esquecendo”, “não me lembro onde deixei”, “não lembro o dia do meu aniversário”, “esqueci qual o caminho da minha casa” e nesse momento familiares a amigos acabam não dando muita importância dizendo se tratar de queixas comuns da idade. Porém é nesse momento que a ajuda médica deve ser procurada. Quer seja para iniciar um diagnóstico da doença ou para eliminar essa chance.

Um sintoma importante nessa fase é a perda de memória de curto prazo, o paciente apresenta dificuldade de lembrar fatos aprendidos recentemente apresentando certa desorientação em relação ao tempo e espaço. Em uma situação dessas, não perca tempo e leve a pessoa ao médico, pois quanto mais cedo os sintomas forem percebidos, mais eficaz será o tratamento e melhor será o prognóstico.

Com o diagnóstico feito, o tratamento auxilia na manutenção das funções mentais e no comportamento das funções cerebrais.

- 2ª fase: Com o passar dos anos e o agravamento da doença aumentam a dificuldade em reconhecer e identificar objetos e/ou pessoas assim como aumenta a dificuldade na execução de movimentos. As memórias mais antigas do paciente não são afetadas da mesma forma que as mais recentes. Surgem alguns problemas de linguagem (já que há uma diminuição no vocabulário por causa do esquecimento) e na dificuldade de falar. Por apresentar dificuldades na realização de movimentos, muitas vezes o paciente precisa de ajuda para realizar tarefas simples do dia-a-dia, como vestir-se, alimentar-se, etc.

Para ajudar o paciente nessa fase é recomendável manter uma rotina. A família tem um papel fundamental para a boa ou má evolução do paciente. Todos devem ter um papel na vida do paciente, e de maneira nenhuma o exclua do convívio social. Por mais que muitas vezes ele não se lembre de você, ele vai reconhecê-lo com aquela pessoa que está ali para ajudar. E isso é reconfortante e leva segurança ao paciente.

- 3ª fase: Nesse estágio a independência do paciente é impossível. Até as memórias de longo prazo começam se perder e o paciente pode apresentar alterações de comportamento. As manifestações mais comuns são apatia, irritabilidade e instabilidade emocional, chegando ao choro, ataques inesperados de agressividade ou resistência ao cuidado. Também pode acontecer de o paciente manifestar incontinência urinária.

Em muitos casos, pela falta de autocrítica, os pacientes não reconhecem que estão doentes. Esse fato não é apenas relacionado a uma simples falta de memória, mas sim de uma progressiva incapacidade para o trabalho e convívio social.

É recomendado que o paciente não mude de domicílio, que não haja quebras na rotina, que não mudem as pessoas responsáveis pelos seus cuidados. E acima de tudo, a família ou os responsáveis devem ter muita paciência. O paciente vai perguntar mil vezes a mesma coisa, vai esquecer que já comeu, não vai se lembrar de você. Mas pode ter certeza que ele vai saber te reconhecer como aquele que está sempre ao seu lado!

- 4ª fase: A dependência dos cuidadores é total. Pode acontecer a perda de fala do paciente, mas ainda são capazes de compreenderem e responder com sinais emocionais. Tarefas antes tão simples são esquecidas. Até para levar um copo à boca, o paciente precisa de ajuda, pois não se lembra como fazê-lo. Nessa fase o cansaço já domina os cuidadores, a família já se encontra a ponto de desistir e é ai que se deve encontrar forçar para terminar o que começou. Transmita ao paciente todo o seu amor, carinho e respeito, lembrando sempre que assim como você está cuidando dele hoje, ele também já fez isso por você um dia. Da mesma forma que hoje ele depende de você para tudo, você também já foi assim.

Esse estágio é seguido pelo término da vida.

Nem sempre os estágios são bem definidos, pode acontecer de um paciente estar na primeira fase, mas apresentar dificuldade de locomoção. Ou seja, cada caso é um caso, não há nenhum que seja igual a outro.

O Alzheimer não afeta somente o paciente, mas também todos aqueles que lhe são próximos. Se esse for o seu caso, procure grupos de apoio, informe-se sobre a doença e esteja preparado para o grande aprendizado que a vida vai te proporcionar a partir de então. Haverá momentos de tristeza, de raiva, de cansaço, assim como muitos momentos felizes e repletos de amor perante aqueles que se encontram doentes. Aprenda a respeitar os portadores do Mal de Alzheimer, pois sem você eles não conseguirão ir muito longe.

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