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Como Fazer Primeiros Socorros em Vítimas de Ataques Epiléticos?

A epilepsia acomete cerca de 3% da população brasileira e mais de 20% da população do país já sofreu ou ainda pode vir a sofrer convulsões.

A diferença entre as crises está nos motivos; a convulsão pode ser provocada por privação de sono, diabetes e até pelo consumo excessivo de álcool, enquanto a epilepsia ocorre sem motivos aparentes ou por causa de lesões cerebrais.

Os ataques epiléticos acontecem quando o cérebro apresenta alterações funcionais temporárias e reversíveis, mas que exigem atenção e muitos cuidados para não causar danos à integridade física dos que sofrem com a doença.

Os sintomas da epilepsia são a perda súbita de consciência e alterações nas funções motoras, o que ocasiona em queda da vítima e contração muscular seguida de espasmos incontroláveis.

O tempo de duração de um ataque epilético gira em torno de 10 a 20 segundos seguidos de convulsão por até três minutos posteriores.

Em alguns casos a vítima pode permanecer inconsciente por até meia hora e apresentar sinais de desorientação, confusão mental, dores de cabeça e tontura que podem perdurar por dias.

Mais de 50 milhões de pessoas em todo mundo sofrem com essas desordens neurológicas que são explicadas a partir de descargas elétricas anormais dos neurônios e que podem causar grandes transtornos para as vítimas dessa doença.

Durante um ataque epilético a pessoa pode vir a se machucar ao cair bruscamente, ou morder a língua causando ferimentos, e por isso é importante saber o que fazer ao se deparar com uma vítima em crise.

- Vamos começar desmistificando a lenda de que segurar a língua da pessoa em convulsão para que não enrole é a primeira atitude a ser tomada. Na verdade, o essencial é evitar que a pessoa caia violentamente ao chão ou sobre objetos pontiagudos e que possam causar lesões, quanto a língua, deve-se manter distância para evitar ferimentos por mordidas descontroladas.

- Colocar a vítima sobre uma superfície rígida e afastada de tudo o que represente perigo pode ajudar a evitar ferimentos físicos e por isso é altamente recomendado.

- Se houver vômito será necessário virar a cabeça da vítima para o lado, evitando assim a aspiração pelos brônquios e congestionamento das vias respiratórias

- Apoiar a cabeça da pessoa em crise sobre um pano, blusas ou almofadas é importante para evitar lesões na cabeça por conta do impacto dos movimentos de convulsão.

-Por último, mas não menos importante acionar o resgate para o encaminhamento da vítima ao hospital.

Se as recomendações foram seguidas de maneira correta os efeitos das crises epiléticas podem ser minimizados preservando assim a integridade física dos que sofrem com a doença.

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