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O que realmente representa a área de Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil

No país, toda a sociedade não mostra interesse pela segurança e saúde ocupacional que ocorre nas empresas, nem mesmo por meio de instituições ligadas aos trabalhadores, tais como sindicatos e associações de classe. Normalmente, a sociedade espera que os órgãos de governo, em qualquer instância, preocupem-se com a questão da saúde ocupacional e banquem-na, não assumindo sua responsabilidade e não tomando consciência de que é ela própria que arca com os imensos custos das ocorrências que geram inválidos e prejuízos inerentes às não conformidades da área (perda de tempo, desperdício de materiais etc), por meio de impostos.

De modo geral, os trabalhadores colocam-se de forma indiferente em relação à segurança e à saúde ocupacional, porque, muitas vezes, ao mesmo tempo que não desejam que algo de mal lhes aconteça, acabam trocando a saúde por valores (não necessariamente monetários). Os exemplos são muitos e podemos citar o caso de pessoas que visam ao pagamento de insalubridade, que buscam o reconhecimento social (do chefe, do grupo a que são afiliadas, da família), a auto realização, em detrimento de seu bem estar físico e/ou mental.

A questão é complexa por natureza, visto estarem inseridas a variabilidade e as expectativas do ser humano, bem como as difíceis relações homem-trabalho. Ainda que muitas vezes alguns fatores sejam predominantes, pode-se dizer tratar-se muito mais de uma questão cultural, muitas vezes ligada à subsistência, que pode ser trabalhada em nível operativo, por exemplo, exigindo-se o uso de equipamentos de proteção individual, a elaboração de projetos específicos de proteção coletiva, normas de trabalho e segurança, treinamento adequado. Contudo, se essas ações, nesse patamar, forem suficientes, as dificuldades e os problemas da segurança e saúde ocupacional já estariam superados, o que não ocorre, sendo necessário integrar a área à vida organizacional inteira.

A área de segurança e higiene ocupacional deve ser entendida como uma importante ferramenta de agregação de valor às organizações, e não como um peso morto. É um erro grosseiro considerar essa área como uma atividade sem nenhum fim a não ser em atender requisitos legais, dissociada dos demais processos organizacionais.

Felizmente, após a adoção das séries ISO 9000 E ISO 14000, por muitas empresas no mundo inteiro, a ideia de gestão da segurança medicina e higiene do trabalho começa a tomar forma, uma vez que a questão da segurança e saúde ocupacional começa a ser pensada de forma sistêmica.

Além disso, essa área é tida como premissa básica à qualidade para muitos autores, tendo-se em vista que as empresas devem pensar em atender às necessidades tanto dos clientes externos como dos internos.

Portanto, busca-se uma alternativa viável que possa não somente atender essas organizações, mas também àquelas que já sustentam sistemas normativos, sob um enfoque estratégico que aproveite a área de segurança e higiene como ferramenta a contribuir com os verdadeiros negócios das empresas. Nesse sentido, as variáveis que se buscam para atender ao modelo proposto são as dessa área e que tem impacto nos negócios das organizações, tanto interna quanto externamente.

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