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Água: com tanta água no planeta é possível seu esgotamento ?

No dia 22 de março comemora-se o Dia Mundial da Água. 

Como estou inspirado com esse tema tão revolucionário, há dias venho pensando na escassez desse recurso. Pense em uma bola de futebol, se a Terra fosse do tamanho dessa bola, toda a água do planeta caberia em uma bola semelhante, não é verdade?

Falando em termos matemáticos, o volume aproximado de água é de 1332 quilômetros cúbicos, de acordo com o Instituto de Pesquisa Geológica dos EUA, 72% do nosso planeta estão cobertos por água, mas 97% dessa água é salgada, oriunda dos mares e oceanos – e não de natureza potável. Interessante que os oceanos possuem uma camada de 24mil quilômetros ao redor da Terra, com uma média de profundidade de 3,2 quilômetros.

Parece ser muita água, mas na verdade não é. Estudiosos comparam a situação com uma pera – se o nosso planeta fosse uma pera, a água seria equivalente à casca da fruta. Meditando mais sobre a amplitude desse recurso, veja sua divisão: A água potável do planeta (aqueles 3% restantes) está dividida da seguinte forma:

- 70% estão congelados;

- 1% está acessível para consumo imediato;

- 6 países (Brasil, Canadá, Rússia, Indonésia, China e Colômbia) possuem 50% de todas as reservas de água fresca do globo;

- Um terço da população vive em países que consomem mais água do que o país oferece;

Tenha todos esses números em mente quando for tomar banho, escovar os dentes ou fizer aquela faxina em casa! Um litro de água que você economizar, será que fará uma diferença significativa?

Pense nisso!

PENSANDO: E O VOLUME GIGANTESCO DE 97% DE ÁGUA SALGADA? É A SAÍDA?

Com os avanços tecnológicos, é possível consumir água salgada, muito embora seus altos custos inviabilize o consumidor final. Porém, tem uma usina, localizada em Madras, (Índia) que tem como projeto oferecer mil litros de água por apenas um dólar e pode servir de modelo para outras cidades costeiras da Índia. Segundo administradores da usina (que foi batizada de Chennai), as instalações podem produzir 100 milhões de litros de água diariamente, filtrando água do mar em alta pressão.

A tecnologia usada é conhecida como “osmose reversa” – diferente do processo usado em outras usinas de dessalinização. Este é um processo bem mais viável, diferente do processo de dessalinização; a água não é fervida para que o sal seja retirado e isso faz com que haja uma enorme economia de energia e, por efeito, causa a redução de custos. Na Índia o preço é comparativo mesmo com a água retirada dos lagos, porque o processo de transporte do líquido para as cidades costeiras encarece o produto. Na usina a água é dessalinizada, seus minerais são retirados assim como todas as partículas sólidas, depois é purificada. A consequência é uma água incolor, inodora e insípida (sem gosto) e que pode ser bebida com total segurança.

As instalações estruturais demandaram cerca 140 milhões de dólares e outra usina semelhante deverão ser construídas em 2013, na mesma área. Como é uma experiência piloto, mas com grandes chances de sucesso segundo os especialistas hídricos que estão focados no projeto e dependendo dos resultados alcançados, poderá estender a outras partes do mundo. Isso baseado nas tendências de escassez da água e com o explosivo aumento populacional, esta pode ser uma “carta na manga” para uma possível falta de água potável!

REFLEXÃO: Se os custos para o tratamento da água doce, já não são tão favoráveis tendo em vista as condições sociais e econômicas da população, imagine então o custo da água salgada? Portanto, seja racional e sustentável com o pouco de água doce que temos. Sendo a água doce FINITA E ECASSA, colabore e se cada um fizer a sua parte nesse processo racional, todos colhem um futuro mais sustentável...

Pense nisso!

Autor: Marcos Paixão Lemos – O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Tecnólogo superior em gestão ambiental e pós-graduando em gestão/auditoria/licenciamento ambiental

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