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A Poluição do Ar e a Saúde Pública

Atualmente, a frota de automóveis vem crescendo a nível assustador, são novos modelos, emprego de tecnologias e opção para todo gosto.

A frota de veículos no Estado de São Paulo recebeu, entre junho de 2008 e junho de 2009, 1,2 milhão de unidades e atingiu a marca de 19,5 milhões, segundo dados do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo).

Só na cidade de São Paulo já são 6,55 milhões de veículos, entre carros, motos, vans, utilitários, caminhões, ônibus, entre outros.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a capital de São Paulo possui atualmente 11 milhões de habitantes – é de um veículo para 1,68 morador. No Estado (com 41,4 milhões de habitantes) a proporção é de um veículo para 2,12 moradores.

No município de São Paulo temos o Rodízio, na tentativa da redução do número de carros nas ruas (com a redução de 20% dos carros em horário de pico nas ruas e avenidas internas ao chamado mini anel-viário), descongestionando o trânsito em horários de maior fluxo e na diminuição da poluição atmosférica.

Com essa concentração de automóveis que emitem grande quantidade de monóxido de carbono (CO) na atmosfera, encontramos muitos problemas relacionados à qualidade do ar e saúde pública, principalmente em ambientes fechados como estacionamentos.

Encontramos esses cenários em grandes centros e em dias muito quentes, provocando:

- Mal-estar

- Dor de cabeça

- Indisposição

- Olhos e garganta irritados

- Desmaio

Esse efeito se explica em razão dos gases que são emitidos pelos escapamentos dos carros, como monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (C02), óxido de nitrogênio (NO), dióxido de enxofre (SO2) e os hidrocarbonetos.

Esses gases provocam irritação nos olhos e garganta podendo estender-se aos brônquios e gerar uma inflamação, reação alérgica, bronquite, asma, entre outros. O monóxido de carbono (CO), quando inalado em níveis muito altos, provoca náuseas, dor de cabeça, desmaio e até a morte.

Devemos evitar ambientes fechados e com concentração alta de CO, pois o mesmo ataca as hemácias de nosso organismo, que são responsáveis pelo transporte do oxigênio. Na presença de CO na corrente sanguínea as hemácias deixam de transportar o oxigênio comprometendo todas as células do corpo e o funcionamento do organismo.

Por essa escassez de oxigênio na corrente sanguínea os rins tem que trabalhar excessivamente para garantir maior pureza no sangue e em todo o sistema; os pulmões se sobrecarregam pelo trabalho excessivo do coração que tem que bater mais rápido, para garantir o melhor fluxo do oxigênio.

E, ao final, o cérebro com pouca oxigenação, fica falho, como falta de memória, distúrbios do sono, nervosismo, ansiedade e o organismo fica completamente comprometido, podendo levar a morte.

Quando se encontrar nessa situação, procure ingerir muito líquido, ir para um ambiente mais arejado, controle a respiração para não inalar grandes quantidades de poluentes (partículas), não faça atividades físicas em meio à vias principais e quando há grande concentração de poluentes e evite lugares fechados – em especial para segurança patrimonial que se encontra praticamente confinado em estacionamentos cobertos como os de shoppings que são grandes, fechados e recebem o público o dia todo.

Tomando essas precauções e evitando o uso do carro sempre que possível, teremos um ar mais saudável e uma qualidade de vida de alto nível.

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