DDS Online

Geração e destinação de resíduos sólidos durante o verão

Com a permanência da estação mais quente do ano é comum o aumento do consumo de vários produtos. Bebidas, como refrigerantes, sucos e cervejas, roupas, época de grandes promoções e de renovar o guarda-roupa, alimentos, em função do calor o fast-food é mais atrativo do que ficar em frente a um fogão quente. A tendência das fábricas e indústrias é uma produção em larga escala, gerando então, uma quantidade imensa de resíduos sólidos.

Esta geração de resíduos cria alguns transtornos em decorrência do seu volume e destinação. Quanto mais aumenta a produção e consumo, maior será a geração de resíduos sólidos que precisará de uma destinação correta.

Com esta demanda, principalmente no verão, estação de muita precipitação (chuva), vemos a destinação incorreta desses resíduos, que muitas vezes vão parar em córregos, entopem boca de lobo, aumento o número de lixões, provando então, diversos agravantes, inclusive de saúde pública.

Quando se forma os lixões que recebem qualquer tipo de resíduo – comum, perigoso e inerte – temos problemas, como:

- Contaminação da água e do solo

- Geração de gás metano (Ch4) à céu aberto

- Proliferação de animais como barata, escorpião, ratos, moscas e outros

- Contaminação do ar, geração de mau cheiro

Enfim, o transtorno é coletivo, agride o meio ambiente, a saúde pública e a economia.

Mas, para isso, temos solução. Se partimos do princípio dos 3 R´s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar – vamos encontrar meios para diminuir a origem dos problemas.

E como funciona? É simples.

REDUZIR – Devemos reduzir nosso consumo, principalmente os desnecessários, como: excesso de embalagem, comprar por impulso, alimentos orgânicos em grande quantidade, impressão desnecessária. Enfim, evite o desperdício e abuso.

REUTILIZAR – Depois do resíduo gerado, podemos reutilizá-lo para outra finalidade, caso não sirva mais para nós, podemos doar, vender ou trocar em empresas que irá usar esse resíduo como matéria-prima. Reaproveite.

RECICLAR – Em último lugar, encontramos a reciclagem, onde o primeiro passo é fazer a coleta seletiva na empresa, escola e condomínio. Depois destinar para a usina de reciclagem que irá transformar esse resíduo química e fisicamente em matéria-prima para outra atividade ou em outro produto.

Todo esse processo não vai valer a pena se não vier precedido de uma Educação Ambiental. O Brasil possui uma Lei Federal nº 9795/1999 que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, que diz:

Entende-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Lei nº 9.795/99 art. 1º.

Traz-nos parâmetros sociais e de reflexão sobre construção de valores sociais, a sociedade valorizar o meio em que vive, conhecimentos, é imprescindível para que haja mudança de hábitos, habilidades para exercer os programas propostos e principalmente atitude, se não houver esse último a lei e o discurso não servem para nada.

Vamos ter atitude para conhecer programas de nosso município, divulgar, conscientizar a população e participar em parceria com empresas, ong´s, associações de bairro, entre outros.

Só se constrói uma sociedade justa, integra e consciente, com uma base de educação que atinja todos os níveis sociais, culturais e econômicos.

Você está aqui: Home Categorias Meio Ambiente Geração e destinação de resíduos sólidos durante o verão