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Faça como Ronaldo. Melhore sua alimentação durante o verão!

Ronaldo era seu nome. Seu posto de trabalho? O armazém. Era um exímio operador de empilhadeira. Morava longe da empresa, por isso, para compensar as poucas horas de sono, dormia direto no ônibus. Ele cruzava diariamente a região metropolitana de Recife.

Mas era na empresa que seu brilho reluzia. Em parte devido ao seu bom caráter, em parte devido ao seu físico e gula. Já haviam lhe falado:

- Ronaldo, você precisa manerar. Seis bifes no almoço! Assim você vai ter um “troço” a qualquer hora. - Deixa disso. Essas coisas não acontecem comigo. Meu Santo é forte.

No último exame de rotina da empresa, seu exame de sangue já indicava que os longos anos de abuso de comida e álcool já estavam trazendo problemas. Seu físico também o colocava na posição de risco típica: grande concentração de gordura abdominal. Em bom português: aquela barriguinha proeminente.

Ronaldo tinha 42 anos, casado pela segunda vez, tinha 3 filhos, todos do seu segundo casamento. Gostava do que ele chamava de coisas boas da vida. No refeitório da empresa, se gabava de sua farta alimentação. Anos e anos de excessos foram se acumulando no que ele chamava de seu “calo sexual”.

 

Mas era verão, mais precisamente, mês de janeiro. Em Recife, uma calor “de lascar”, como diz o povo por lá. O Técnico em Segurança do Trabalho da empresa o alertou:

- Ronaldo, nosso corpo é capaz de regular sua própria temperatura. Mas olha, preciso ser sincero com você, se agente abusar dele, fica igual a computador, pode “dar pau”. Podemos entrar em estado de choque!

Ronaldo reagiu com agressividade: - Por que você está falando isso comigo, disse.

O TST respondeu: - Olha, a menina da saúde ocupacional comentou comigo sobre os resultados do seu exame de sangue. Sei que não é correto. Mas fico preocupado com você, por isso estamos conversando em particular. No calor que anda fazendo, ainda mais no seu estado atual, você pode acabar tendo uma insolação! Além disso, você trabalha na área de entrega, operando a empilhadeira. Precisa se cuidar mais. Seu corpo não pode suportar essa onda de calor que anda fazendo.

Continuou o TST:

- Para evitar passar mal devido ao calor, devemos nos prevenir. Devemos usar roupas claras que reflitam o calor. Roupas escuras, pretas, nem pensar! Devemos também evitar comer muito, especialmente alimentos gordurosos! Também é importante beber líquidos para repor a água que nosso corpo libera durante a transpiração.

Ronaldo retrucou:

- E você já viu alguém passar mal de calor?

- Claro, lógico! Durante minha experiência profissional como TST, já observei alguns casos. Entre os sintomas estão a náusea, fraqueza, dor de cabeça e suor excessivo. Não me lembro de quantas vezes tive que levar a vítima até um local fresco e arejado. Dar água. Até já coloquei tecidos molhados sobre a pessoa para abaixar a temperatura.

- Nossa! Sério? Não sabia disso. Disse Ronaldo.

- Sério, muito sério. E penso que no seu estado atual você deveria se controlar. Disse o TST. - Tá, vou pensar no seu caso. Preciso ir agora. Valeu. Respondeu Ronaldo, voltando rápido para seu posto de trabalho.

Enquanto voltava ao armazém, para retomar sua rotina, Ronaldo pensou. “Quer saber, minha patroa já vem me falando essas coisas também. E agora esse amigo aqui da empresa. Belo TST ele é! Cara, gente boa. Sinceramente, vou dar ouvidos a eles. Já estou cansado de ostentar esse meu “calo sexual” aqui, disse batendo na barriga.

- Está na hora de reduzir essa gordura, vou procurar um nutricionista e iniciar uma dieta hoje mesmo!

NOTA 1:

E você, o que aprendeu com a história do Ronaldo? Discuta com seus colegas as medidas que precisam ser tomadas para evitar os riscos do excesso de calor durante o verão.

NOTA 2:

Os casos relatados no site são fictícios. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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