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Trabalho na construção civil é coisa séria

Com o mercado da construção civil aquecido, Jeremias decidiu investir na construção de alguns imóveis para ampliar uma renda. Para realizar a obra, ele contratou alguns profissionais. Entre eles estava João Fortão, um experiente pedreiro que ficou responsável pela obra e pela contratação dos demais profissionais. João era chamado de Fortão por sempre exibir os músculos, trabalhando sem camisa, de bermuda e chinelo.

A obra seguia em ritmo acelerado, até que Zezinho avisou Jeremias que João Fortão nã apareceu no trabalho. “A mulher dele disse que ele está doente, que não pode vir hoje”, comentou Zezinho. “Mas o que ele tem? Ela te falou?”, perguntou Jeremias. “Não falou. Só disse que ele está doente”.

Jeremias, preocupado com seu funcionário, ligou para João Fortão para saber o que se passava e se precisava de ajuda. “Bom dia, João. O que você tem, rapaz? Fiquei sabendo que está doente?”, disse Jeremias. “Pois é, patrão. Tô com alergia nos pés e mãos. Está ardido e com risco de fazer bolhas. Não tenho como trabalhar hoje”, explicou João. “Tudo bem, João. Se cuida e melhoras”, disse o chefe.

Passados uns dias, João Fortão voltou ao trabalho. Já de manhã ele foi para a caixa de massa preparar o concreto para dar andamento à obra. Logo tirou o chinelo e começou a despejar cimento na caixa.

Jeremias, que soube do retorno do operário, foi falar com ele para ver como estava. Quando viu a cena, ficou furioso. “João, o que você está fazendo? Largue isso já e vá colocar a roupa apropriada”, falou áspero. “Agora sei porque você está doente. No mínimo, enquanto eu estava viajando, você trabalhava desse jeito. Sua alergia é causada pelo cimento”, completou.

“Mas senhor, eu sempre trabalhei assim e nunca tive problemas”, justificou João. “João, o cimento é um produto muito perigoso. É preciso muito cuidado para manuseá-lo”, explicou.

“Para trabalhar na obra é necessário usar calças e camisetas de manga longa, além da botina de segurança e o capacete. Você tem todos os equipamentos disponíveis. Vá já colocá-los”, disse Jeremias. “Eu não quero funcionário meu doente por irresponsabilidade. A obra tem que continuar e quero você trabalhando aqui, não em casa doente”, disse o chefe. “Cuidar da saúde é fundamental. A prevenção é sempre o melhor remédio, rapaz”.

João Fortão ficou encucado com aquela história de que sua alergia era do cimento e, depois do trabalho, voltou ao médico para confirmar a informação. “João, seu patrão tem razão. O contato do cimento com a pele pode provocar problemas como alergias, irritações e ressecamentos. Mas pode se transformar em lesões sérias, como as rachaduras que inflamam e causam muitas dores”, explicou o médico. “Tome mais cuidado, João. Nossa pele é muito sensível”, completou.

João voltou pra casa pensativo nos riscos que correu e, deste dia em diante, nunca mais trabalhou sem proteção e sempre que via um colega se expondo a riscos chamava a atenção explicando os motivos pelos quais tinha que se cuidar. João, que nunca deu muita atenção ao uso dos EPIs, depois da experiência ruim que viveu, passou a ser mais um propagador das boas práticas de segurança do trabalho.

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